Servidora pública federal na área de Tecnologia da Informação, aprovada em concurso mesmo sem formação nem experiência profissional na área e com apenas dois meses de estudo direcionado.
Comecei minha carreira com o diploma de graduação na mão, mas trabalhando como auxiliar técnica. Mesmo empregada e recebendo um salário abaixo da média, vivia com o medo constante de ser demitida — e foi exatamente esse medo (e o salário insuficiente) que me levou a estudar para concursos pela primeira vez.
Naquela época, fiz praticamente tudo errado. Gastei muito dinheiro, estudei sem estratégia e terminei sem sequer entrar no cadastro reserva. Saí daquela experiência convencida de que concurso público não era para mim.
Anos depois, já atuando como tecnóloga e recebendo um salário que muitos engenheiros gostariam de ter, o medo voltou de outra forma: se eu fosse demitida, conseguiria alcançar aquele patamar novamente?
Foi aí que comecei a pensar em mudar de área. Eu gostava de tecnologia e sonhava em trabalhar com TI, mas nunca conseguia levar os estudos adiante.
Comecei minha carreira com o diploma de graduação na mão, mas trabalhando como auxiliar técnica. Mesmo empregada e recebendo um salário abaixo da média, vivia com o medo constante de ser demitida — e foi exatamente esse medo (e o salário insuficiente) que me levou a estudar para concursos pela primeira vez.
Naquela época, fiz praticamente tudo errado. Gastei muito dinheiro, estudei sem estratégia e terminei sem sequer entrar no cadastro reserva. Saí daquela experiência convencida de que concurso público não era para mim.
Anos depois, já atuando como tecnóloga e recebendo um salário que muitos engenheiros gostariam de ter, o medo voltou de outra forma: se eu fosse demitida, conseguiria alcançar aquele patamar novamente?
Foi aí que comecei a pensar em mudar de área. Eu gostava de tecnologia e sonhava em trabalhar com TI, mas nunca conseguia levar os estudos adiante.
Em 2024, minha mãe comentou sobre o Concurso Nacional Unificado, o CNU. Ao olhar o edital, tive uma surpresa: existiam vagas de TI que não exigiam formação na área.
Pouco depois surgiu também o concurso da Caixa. Foi quando percebi que poderia migrar para TI através dos concursos públicos.
Foi ali que nasceu um novo objetivo:
me tornar servidora pública na área de Tecnologia da Informação.
Comecei estudando para a Caixa, mas novamente da forma errada e não alcancei sequer a pontuação mínima exigida.
Enquanto isso, o CNU foi adiado. Quando a nova data da prova foi definida, eu tinha pouco tempo para me preparar e praticamente precisava começar do zero.
Foi nesse momento que encontrei um método que me ensinou a estudar com estratégia, organização e confiança. Pela primeira vez, senti que a aprovação poderia ser uma realidade para mim.
Fiz a prova sem saber se todo aquele esforço seria suficiente.
Mas existe um detalhe que torna essa história ainda mais especial.
Para me preparar para a prova, tirei 20 dias de férias. Fiz o CNU em um domingo, voltei ao trabalho na segunda-feira e fui demitida na terça.
Era exatamente o cenário que eu temia desde o início da minha carreira.
Naquele momento, eu ainda não sabia que tinha sido aprovada. O resultado demoraria meses para sair.
Mas, pela primeira vez, eu tinha decidido agir antes que o pior acontecesse. Em vez de esperar uma demissão para começar a procurar alternativas, eu já estava construindo uma.
Meses depois, veio a confirmação.
Com apenas dois meses de estudo direcionado, utilizando o método certo e acreditando que a aprovação era possível, fui aprovada para o cargo de Analista em Tecnologia da Informação.
Hoje moro em Brasília e trabalho no Ministério do desenvolvimento e assistência social.
Turistando em Brasília no dia da minha mudança
Durante o curso de formação dos ATIs do CNU
E a história não terminou na aprovação do CNU.
Enquanto aguardava a convocação — um processo que levou mais de um ano — continuei estudando e prestando outros concursos. Nesse período, também fui aprovada e convocada pelo Banrisul, além de conquistar classificações em outros concursos da área de tecnologia.
Ao longo dessa jornada, acumulei erros, reprovações, cursos, viagens para provas e, mais aprovações. Foi assim que aprendi uma das lições mais importantes da minha vida: passar em concurso não é sobre ser a pessoa mais inteligente. É sobre estudar da forma certa.
E, foi reunindo todos esses aprendizados — das reprovações às aprovações, dos erros aos acertos — que nasceu este e-book.